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Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

CONTRADIÇÕES...

25
Mai09

   Do site do Ippar/Igespar, retirei este texto. Verificamos que sobre a importância do monumento parece não haver dúvidas, já não se percebe o porquê do desleixo!

 

    Também não se percebe, porque é que  segundo o texto é um local privilegiado para estudo, mas passados mais de 22 anos sobre a intervenção inicial, o local foi ignorado, sabendo-se que tem muita História oculta!

 

    Por fim, não foi dito no texto, que a quando da intervenção arquitectónica e arqueológica  do monumento, a sua envolvente não o foi, estando a água da chuva e as humidades naturais  a provocar estragos. Sabemos também que o seu interior já foi objecto de reparações "ilegais",  para evitar males maiores, nomeadamente o reboco de paredes interiores...

 

    Se não há meios materiais e humanos para fazer o estudo do local, pelo menos preserve-se para as gerações futuras !!!

    Não se deixe cair...

 

 

  

Descrições  
Nota Histórico-Artistica Construída no século XIII, a igreja da Granjinha é um dos mais interessantes templos românicos de Trás-os-Montes, pela singularidade da decoração empregue na construção. As origens de povoamento no local são bem anteriores, estando documentada uma fase romana, de que procedem bases e fustes de colunas, fragmentos de mosaicos e uma estátua de mármore, entre abundante cerâmica e outro material. Com grande probabilidade trata-se de uma villa, localizada num troço fértil da estrada que ligava Acquae Flaviae a Bracara Augusta. As sondagens aqui efectuadas revelaram ainda uma continuidade de ocupação pela Alta Idade Média, o que faz da Granjinha um local privilegiado para o estudo dos séculos obscuros da Reconquista.
A construção da capela ocorreu num momento posterior, em que se dava corpo a um amplo fenómeno de povoamento e de integração das terras transmontanas no reino de Portugal, apesar das diferentes sugestões cronológicas até agora apontadas: GRAF, 1986, p.310 coloca a edificação nos inícios do século XIII, enquanto que ALMEIDA, 1986, p.104 prefere situar o impulso construtivo nos finais daquela centúria.
Planimetricamente, o templo mantém a tipologia comum à grande maioria do nosso românico, compondo-se unicamente por nave rectangular e capela-mor de idêntico prolongamento, porém mais estreita que o corpo. O portal principal é a mais importante peça escultórica, nele se concentrando o essencial da decoração, que aqui assume uma exuberância pouco comum no leste do território setentrional, e que contém numerosos pontos de contacto com as soluções do portal principal da Sé de Braga. As suas duas arquivoltas são integralmente cobertas por animais afrontados e os capitéis que as sustentam apresentam motivos zoo e fitomórficos, que se prolongam no sector Norte por um pequeno nicho que enquadra um busto humano. À frontaria adossou-se, em tempos, um pequeno alpendre, rematando a empena em perfil triangular truncado a eixo por campanário de sineira única.
Restaurada nos anos 80 do século XX, a capela foi intervencionada arquitectónica e arqueologicamente, ao abrigo de um programa de valorização multidisciplinar, que logrou identificar a villa romana mas também uma necrópole e os indícios de continuidade ocupacional.
Paulo Fernandes | DIDA | IGESPAR, I.P.
14.08.2007

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